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Escândalo da Fifa tinha marcas de carro como código para pagamento de propina

Escândalo da Fifa tinha marcas de carro como código para pagamento de propina

A decisão de levar o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, a uma prisão federal foi apenas parte de um longo julgamento protagonizado pela justiça dos Estados Unidos, envolvendo altos dirigentes do futebol mundial. Ao longo das investigações, os procuradores americanos desvendaram um esquema milionário de propina com algumas peculiaridades, dentre elas nomes fictícios com marcas de carros como código para recebimento de dinheiro ilegal.

A testemunha, Santiago Pena, disse que era gerente financeiro na empresa de marketing esportiva da Argentina, Full Play, de 2009 a 2015, e manteve um arquivo Excel que apresentou no tribunal. Os pagamentos detalhados feitos ao que ele disse foram para oito oficiais da Confederação Sul-Americana de Futebol.

Cada um dos funcionários recebeu código na planilha de diferentes marcas de automóveis:

"Honda" foi Juan Angel Napout, ex-presidente da federação de futebol do Paraguai, e "Fiat" foi Manuel Burga, ex-presidente da federação de futebol do Peru, disse Pena. Os dois homens estão entre os réus no julgamento, juntamente com Jose Maria Marin, ex-presidente da federação brasileira de futebol. Todos os três se declararam inocentes.

Pena disse que os pagamentos foram mantidos fora dos livros da empresa e pagos ao longo do tempo, para "obter influência e fidelizar os presidentes".

Os pagamentos incluíram dinheiro, transferências bancárias e, no caso de Napout, uma casa de aluguel no Uruguai, avaliada em dezenas de milhares de dólares, segundo Pena.

Eles também incluíram um compromisso de U$ 750 mil para o ex-presidente da federação venezuelana de futebol, Rafael Esquivel, com o nome de código "Benz", para "Q2022". Pena disse que representava o torneio da Copa do Mundo 2022 no Catar, mas que ele não sabia o propósito desses pagamentos. Esquivel se declarou culpado de acusações de corrupção nos Estados Unidos.

O ex-presidente da CBF aguarda o tamanho da sentença que será cumprida em solo americano, num presídio federal. 

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